
Há 60 anos, em 05 de agosto de 1966, os Beatles lançaram seu sétimo álbum, Revolver.
A escolha do nome não tem a ver com a arma de fogo, mas sim como o movimento de rotação – de um disco, por exemplo – ou, em outra interpretação, a renovação de ideias. E os Beatles estavam se renovando.
Considerado ainda mais inovador que seu antecessor Rubber Soul, de 1965, Revolver marca a entrada dos Beatles na psicodelia. E além de experimentação musical, há também muita diversidade de sons, como música oriental, baladas, soul music e som orquestrado.
Como forma de aprimorar a nova sonoridade dos Beatles, o engenheiro de som Geoff Emerick teve a ideia de aproximar os microfones dos instrumentos, principalmente da bateria. O resultado foi um som mais encorpado, que os Beatles acharam incrível e decidiram adotar. A gravadora EMI detestou e vetou, mas John, Paul, George e Ringo decretaram: “De agora em diante, esse é o nosso som. Ou será assim ou não será de jeito nenhum”. Fim da discussão.
A capa foi feita pelo músico e designer alemão Klaus Voormann, que se tornou amigo dos Beatles na época em que eles tocaram em Hamburgo. Sua arte ganhou o prêmio Grammy de melhor capa do ano. Voormann se tornou conhecido também como baixista do grupo Manfred Mann.
